15/10/26
Presidente do Sindisaúde Criciúma, Cleber Ricardo da Silva Cândido, explica possíveis impactos da redução da jornada de trabalho na rotina dos profissionais da saúde com a aprovação no Senado Federal do Fim da Escala 6 x 1 no dia 14 de outubro de 2026.
O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho levantam dúvidas entre os trabalhadores da saúde sobre como as mudanças serão aplicadas no dia a dia da categoria. As definições sobre a organização das jornadas, as folgas e os diferentes regimes de trabalho dependerão das regras que serão estabelecidas com a promulgação da lei e de sua regulamentação, conforme o texto aprovado.
O presidente do Sindisaúde Criciúma, Cleber Ricardo da Silva Cândido, apresenta algumas possibilidades de como as mudanças poderão ser implementadas, considerando as jornadas atualmente praticadas pelos profissionais da saúde.
Trabalhadores que cumprem nove horas diárias para compensar o sábado
Atualmente, parte dos trabalhadores cumpre jornadas de nove horas diárias para compensar a folga aos sábados. Com as mudanças, esse modelo de compensação poderá ser revisto.
A proposta apresentada considera uma jornada semanal inicial de 42 horas, com duas folgas semanais, e uma redução posterior para 40 horas. A aplicação dessas mudanças dependerá das regras legais que forem estabelecidas.
Como fica a jornada 12x36?
Para os profissionais que trabalham no regime 12x36, com 12 horas de trabalho seguidas por 36 horas de descanso, a organização das folgas poderá permanecer conforme as características desse regime.
A principal mudança, segundo a avaliação apresentada pelo presidente do Sindisaúde, estará relacionada à redução da jornada de trabalho, prevista para ocorrer após o período de transição de 14 meses mencionado na proposta. A aplicação prática precisará considerar as regras definitivas da nova legislação e as particularidades desse modelo de trabalho.
E os trabalhadores que atuam de segunda a sexta-feira, com jornadas de 12 horas e folga no sábado ou domingo?
Essa situação exige atenção especial. Há profissionais que cumprem jornadas de 12 horas durante a semana e possuem uma folga no sábado ou no domingo, totalizando atualmente cerca de 42 horas semanais, conforme a escala praticada.
Nesse caso, será necessário discutir com o sindicato patronal como a nova legislação será aplicada, especialmente em relação à redução da jornada e ao direito às folgas semanais.
O objetivo é garantir que os trabalhadores tenham seus direitos respeitados e que a adequação das escalas ocorra de forma negociada, considerando as necessidades dos serviços de saúde e, principalmente, as condições de trabalho dos profissionais.
Sindisaúde acompanhará a implementação das mudanças
O Sindisaúde Criciúma seguirá acompanhando as definições sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada, orientando os trabalhadores sobre os impactos da nova legislação.
É importante destacar que os exemplos apresentados são possibilidades de aplicação prática, e não regras definitivas. A organização das escalas, a quantidade de horas trabalhadas e a distribuição das folgas dependerão do texto legal definitivo e das disposições aplicáveis a cada regime de trabalho.
O sindicato reforça seu compromisso com a defesa dos direitos da categoria, buscando garantir melhores condições de trabalho, mais tempo de descanso e qualidade de vida para os profissionais da saúde.