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Vitória dos trabalhadores: Greve garante pagamento de direitos e obriga gestão do Hospital Santa Catarina a assumir compromissos

05/02/26

Vitória dos trabalhadores: Greve garante pagamento de direitos e obriga gestão do Hospital Santa Catarina a assumir compromissos

 

A paralisação dos trabalhadores do Hospital Materno Infantil Santa Catarina de Criciúma na quinta-feira, dia 05 de fevereiro, garantiu o pagamento de direitos que estavam sendo descumpridos e forçou a gestão da unidade a assumir compromissos para regularizar pendências trabalhistas. Após a mobilização, foram pagos o vale-alimentação, o vale-transporte, valores do FGTS e o repasse de descontos de empréstimos consignados às empresas credoras, que estavam em atraso e eram algumas das principais reivindicações da categoria.

As irregularidades vinham sendo denunciadas há meses pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde). Antes da paralisação, o sindicato buscou diversas vezes a solução por meio do diálogo, envio de ofícios e medidas administrativas, sem que houvesse resposta efetiva por parte da gestão.

Segundo a direção do Sindicato, a regularização só ocorreu após a pressão direta dos trabalhadores, que aprovaram a paralisação como último recurso para cobrar uma solução concreta. Durante reunião com a direção do Instituto IDEAS, responsável pela administração do hospital, foram reafirmadas todas as reivindicações da categoria, incluindo atrasos no complemento do piso salarial da Enfermagem, vale-alimentação, vale-transporte, além de problemas recorrentes com FGTS, férias e empréstimos consignados.

Na negociação, o Instituto Ideas comprometeu-se a regularizar as demais pendências até o dia 10 de fevereiro, incluindo o pagamento de férias e a regularização do FGTS. Também ficou acordado que os casos de empréstimos consignados serão tratados individualmente, com a instituição assumindo os juros e prejuízos causados aos trabalhadores.

Outro avanço importante conquistado com a mobilização foi o compromisso de que não haverá desconto do dia de greve, reconhecendo que a paralisação ocorreu diante do descumprimento de direitos trabalhistas básicos.

O Sindisaúde destaca que a mobilização coletiva foi fundamental para essa vitória e reforça que seguirá acompanhando de perto o cumprimento de todos os compromissos assumidos, mantendo os trabalhadores informados e mobilizados na defesa de seus direitos:

 "O movimento foi positivo e cumpriu seu objetivo. De acordo com o presidente da entidade, Cleber Cândido, a paralisação teve ampla repercussão regional e estadual. “Nossa avaliação é de que foi uma greve que surtiu efeito. A mobilização repercutiu muito na região e também no estado, tanto que houve intervenção do secretário estadual da Saúde”, afirmou.

Cleber ressaltou ainda que a greve foi uma medida extrema, adotada diante da falta de solução para problemas antigos. “A paralisação dos trabalhadores foi a última instância. Não era o que queríamos, mas era o que havia para ser feito naquele momento, já que as pendências vinham se arrastando há muito tempo”, concluiu.